Primer plano de un panel de conexiones de red con varios puertos Ethernet RJ-45 y cables grises conectados a ellos en un armario de servidores, en el que se aprecia el cableado de datos.

Servidores: Substituir, Virtualizar ou Migrar para a Cloud

3 min de lectura DataRoad

En resumen

  • Não existe resposta universal. A escolha depende da latência tolerada, do volume de dados e do perfil de custo que a empresa prefere.
  • Migrar tudo para a cloud raramente é a opção mais barata — é a mais flexível, que não é o mesmo.
  • Aplicações antigas de setor são o principal travão a qualquer migração.
  • O custo de saída da cloud é o que quase ninguém calcula antes de entrar.

O servidor da empresa chegou ao fim de vida e a pergunta aparece: substituir por outro, virtualizar, ou aproveitar para ir para a cloud? A resposta honesta é que depende — e, ao contrário do que se ouve com frequência, a cloud não é automaticamente a resposta certa.

As três opções

Substituir por servidor físico. Continua a fazer sentido quando existem aplicações que exigem hardware específico, quando a ligação à internet não é suficientemente fiável para depender dela, ou quando o volume de dados torna a cloud desproporcionadamente cara.

Virtualizar. Vários servidores lógicos numa só máquina física. É quase sempre a melhor evolução de uma infraestrutura própria: melhor aproveitamento do hardware, arranque de novos sistemas em minutos, e cópias de segurança ao nível da máquina inteira — o que torna a recuperação depois de um desastre muito mais rápida.

Migrar para a cloud. Deixa de haver hardware para gerir e passa a pagar-se consumo. Ganha-se elasticidade e perde-se controlo sobre o perfil de custo, que passa a variar com a utilização.

Conjunto de hardware para servidores Dell PowerEdge que incluye un chasis blade con múltiples blades intercambiables en caliente y una unidad de almacenamiento montada en rack, presentado sobre un fondo negro.
Servidor físico, virtualização ou cloud: a decisão é de custo e de risco, não de moda.

O que decide de facto

Quatro fatores explicam a maioria das decisões acertadas:

  • Latência tolerada pelas aplicações. Software de gestão antigo, sistemas de produção e aplicações que trabalham diretamente sobre ficheiros grandes comportam-se mal quando o servidor deixa de estar do outro lado da parede.
  • Volume de dados. Armazenamento na cloud é acessível; movimentar grandes volumes com frequência é que não.
  • Padrão de utilização. Carga estável favorece infraestrutura própria; carga com picos acentuados favorece a cloud, porque só se paga o pico quando ele existe.
  • Requisitos de localização dos dados. Alguns setores e alguns clientes impõem onde os dados podem residir, e isso restringe opções antes de qualquer análise técnica.

O travão mais comum são as aplicações de setor. Software clínico, de hotelaria, industrial ou de gestão específica é frequentemente concebido para funcionar em rede local. Antes de qualquer decisão, confirme com o fabricante o que é suportado — muitas migrações falham exatamente aqui.

A conta que engana

A comparação habitual — preço do servidor contra mensalidade da cloud — deixa de fora metade dos custos de cada lado.

Do lado da infraestrutura própria, ao preço do equipamento acrescem licenciamento, contrato de manutenção de hardware, eletricidade e climatização, espaço, alimentação de reserva, e o tempo de quem a administra. E a substituição daqui a cinco anos, que é certa.

Do lado da cloud, à mensalidade base acrescem armazenamento de cópias de segurança, tráfego de saída — frequentemente subestimado —, serviços auxiliares que se vão acrescentando, e ligação à internet mais robusta, muitas vezes com redundância, porque tudo passa a depender dela.

E há um custo que quase ninguém calcula antes de entrar: o custo de sair. Trazer de volta vários terabytes tem preço e demora tempo. Não é razão para não ir, mas é razão para saber o número antes de decidir.

O modelo híbrido

Na prática, é onde a maioria das empresas portuguesas de média dimensão acaba — e não por indecisão, mas porque é o que faz sentido.

O padrão que funciona: email e produtividade na cloud, porque é onde a cloud é claramente superior; aplicações de setor e ficheiros de trabalho pesado localmente, num servidor virtualizado, onde a latência importa; e cópias de segurança replicadas para a cloud, que resolve a exigência de ter uma cópia fora do local sem manter um segundo espaço físico.

Esta combinação dá o melhor de cada modelo e é significativamente mais barata do que migrar tudo.

Se decidir migrar

Quatro regras que evitam os problemas mais comuns:

  • Não migre tudo ao mesmo tempo. Comece pelo que é menos crítico, aprenda com essa migração, e só depois avance para os sistemas centrais.
  • Teste o desempenho real antes de comprometer. Uma prova de conceito com utilizadores reais durante duas semanas revela mais do que qualquer especificação.
  • Reforce a ligação à internet antes, não depois. Se tudo passa a depender dela, precisa de capacidade e de redundância à altura.
  • Mantenha capacidade de recuo durante o período de transição. Desmantelar a infraestrutura antiga na semana seguinte à migração é assumir que nada vai correr mal.

E, seja qual for a decisão, o que determina se a empresa sobrevive a um incidente não é onde o servidor está — é se as copias de seguridad existem, estão fora do alcance de um ataque, e foram efetivamente restauradas alguma vez.

A DataRoad avalia, dimensiona e gere infraestrutura de servidores em modelo próprio, virtualizado ou cloud, dentro dos serviços de IT geridos.

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